sábado, 14 de janeiro de 2012



CASA DE CADA UM
(Walcyr Carrasco)

Nesta época, gosto de tratar da vida.
Dou a roupa que não uso mais. 
Livros que não pretendo reler. 
Envio caixas para bibliotecas. 
Ou abandono um volume em um shopping ou café, com uma mensagem: "Leia e passe para frente!". 
Tento avaliar meus atos através de uma perspectiva maior. 
Penso na história dos Três Porquinhos. 
Cada um construiu sua casa. 
Duas, o Lobo derrubou facilmente. 
Mas a terceira resistiu porque era sólida.
Em minha opinião, contos infantis possuem grande sabedoria, além da história propriamente dita. 
Gosto desse especialmente.
Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa.
Frágil ou sólida, depende de como é construída.
Muita gente se aproxima de mim e diz:
Eu tenho um sonho, quero torná-lo realidade! 
Estremeço.
Freqüentemente, o sonho é bonito, tanto como uma casa bem pintada. 
Mas sem alicerces.

As paredes racham, a casa cai repentinamente, e a pessoa fica só com entulho. 
Lamenta-se.
Na minha área profissional, isso é muito comum.
Diariamente sou procurado por alguém que sonha em ser ator ou atriz sem nunca ter estudado ou feito teatro.
Como é possível jogar todas as fichas em uma profissão que nem se conhece? 
Há quem largue tudo por uma paixão.
Um amigo abandonou mulher e filho recém-nascido.
A nova paixão durou até a noite na qual, no apartamento do
10º andar, a moça afirmou que podia voar.
Deixa de brincadeira , ele respondeu.
Eu sei voar, sim! rebateu ela.
Abriu os braços, pronta para saltar da janela. 
Ele a segurou.
Gritou por socorro. 
Quase despencaram. 
Foi viver sozinho com um gato, lembrando-se dos
bons tempos da vida doméstica, do filho, da harmonia perdida!


Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. 
Dedicam-se à vida material. 
Quando venta, não têm paredes para se proteger.
Outras não colocam portas. 
Qualquer um entra na vida delas. 
Tenho um amigo que não sabe dizer não (a palavra não é tão mágica quanto uma porta blindada).
Empresta seu dinheiro e nunca recebe.
Namora mulheres problemáticas.
Vive cercado de pessoas que sugam suas energias como
autênticos vampiros emocionais.
Outro dia lhe perguntei: Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você?
Garante que no próximo ano será diferente.
Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida.
São comuns as pessoas que não pensam no telhado.
Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem.
Quando chove, a casa delas se alaga.
Ao contrário das que só cuidam dos alicerces, não se preocupam com o dia de amanhã.

Certa vez uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança. 
Comentei:
Agora você pode comprar um apartamento para morar.
Preferiu alugar uma mansão. 
Mobiliou.
Durante meses morou como uma rainha.
Quase um ano depois, já não tinha dinheiro para botar um bife na mesa!


Aproveito as festas de fim de ano para examinar a casa que construí. 
Alguma parede rachou porque tomei uma atitude contra meus princípios?
Deixei alguma telha quebrada?
Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira?
Minha porta tem uma chave para ser bem fechada quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo?
É um bom momento para decidir o que consertar.
Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável.
Sou envolvido por um sentimento muito especial.
Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa.
O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar!
na eterna oportunidade de recomeçar reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida. 


domingo, 8 de janeiro de 2012


"TERREMOTOS"
Dizem que passado o terremoto de Lisboa (1755), o Rei perguntou ao General o que se havia de fazer.
Ele respondeu ao Rei: 

"Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos". 

Essa resposta simples, franca e direta tem muito a nos ensinar. 
Muitas vezes temos em nossa vida "terremotos" avassaladores, o que fazer? 
Exatamente o que disse o General: 

"Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos". 

E o que isso quer dizer para a nossa vida? 
*Sepultar os mortos 
significa que não adianta ficar reclamando e chorando o passado. 
É preciso "sepultar" o passado.

Colocá-lo debaixo da terra. 
Isso significa "esquecer" o passado.
Enterrar os mortos. 

*Cuidar dos vivos significa que, depois de enterrar o passado, em seguida temos que cuidar do presente. 
Cuidar do que ficou vivo. 
Cuidar do que sobrou. 
Cuidar do que realmente existe. 
Fazer o que tiver que ser feito para salvar o que restou do terremoto. 

*Fechar os portos significa não deixar as "portas" abertas para que novos problemas possam surgir ou "vir de fora" enquanto estamos cuidando e salvando o que restou do terremoto de nossa vida.
Significa concentrar-se na reconstrução, no novo. 

É assim que a história nos ensina. 
Por isso a história é "a mestra da vida". 
Portanto, quando você enfrentar um terremoto, lembre-se: 
enterre os mortos, 
cuide dos vivos e 
feche os portos.





Aprendendo a ler os sinais
Os sinais estão por toda a parte.
Às vezes, aparecem no corpo sob a forma de sintomas ou doenças e às vezes aparecem na casa.

Quando estamos equilibrados e conectados ao fluxo da vida nos sentimos bem e dispostos.
Nestes momentos, a casa, ou o quarto, torna-se um lugar onde recuperamos a energia despendida durante o dia e somos acolhidos carinhosamente para conexão com algo maior.

Porém, em certas ocasiões, entramos em ambientes que parecem querer nos dizer algo.
É como um peso ou uma sensação de que algo está fora do lugar.
Pode ser um sentimento de agitação interna, tristeza, apatia ou simplesmente somos "expulsos" daquele lugar.



Nossa casa reflete diretamente o que estamos sentindo por dentro.
As emoções internas ficam expostas em paredes, armários e gavetas. Memórias e eventos ficam gravados nos ambientes e expressam a necessidade de serem solucionados.

Na perfeição do Universo, recebemos sinais de todas as formas para olharmos para dentro de nós na busca de resolvermos as pendências emocionais que ainda não foram devidamente olhadas.

Assim como a casa dá sinais de questões mal resolvidas, o corpo também o faz.

Muito já se escreveu sobre a origem metafísica das doenças e já temos referências excelentes que nos dão pistas quase certeiras para a relação entre os sintomas e suas causas emocionais.

Os pulmões que falam sobre as tristezas; a tireóide que se relaciona com o que não falamos ou tivemos que engolir; o fígado e a raiva acumulada; os pés e pernas que não nos deixam caminhar na vida, e por aí vai.
Para aqueles que querem se aprofundar no assunto, recomendo a obra de Louise Hay - Cure seu Corpo, que aborda essa relação com maestria.

O mais importante é que possamos ficar atentos aos sinais que nossa casa e nosso corpo nos dão o tempo todo.
A casa é a morada do nosso corpo.
O corpo é a morada da nossa alma.
Nossas emoções e pensamentos ficam impressas e expressas no corpo e na casa.

E podemos dar voz a essa casa e ao corpo como forma de compreendermos quais sentimentos estão presentes e que precisam de uma conversa carinhosa e compreensiva.





Podemos até começar uma terapia limpando gavetas e armários, arrumando a bagunça da casa ou eliminando aquele quartinho de despejo esquecido na garagem.


Os efeitos muitas vezes surpreendem até os mais céticos e resistentes.

Entrar em conexão com a casa e com o corpo pode encurtar o caminho para a solução de questões emocionais há tempo esquecidas dentro de nós.

Quando temos um terapeuta experiente ao nosso lado, ganhamos perspectiva sobre o problema e ampliamos nossa visão sobre os sinais.
E esse "amigo" pode nos reconduzir ao caminho da solução que está sempre dentro de nós mesmos.

Desconfie daqueles que dizem "ter" a solução.
A solução está sempre dentro de nós.

O caminho da mudança é observar os sinais externos e voltar a atenção para o interno em busca da solução.
O terapeuta -ou coach- é apenas alguém que nos apóia e reconduz a olhar para dentro.
E é muito reconfortante ter essa pessoa para nos apoiarmos em momentos delicados assim.

Confie na sua intuição e nos sinais que estão à sua volta. 
É a sua alma falando com você!





Aprenda a ser paciente
Dr. Jou Eel Jia
Você vive se perguntando como é possível manter a calma quando o tempo é escasso, as cobranças sempre mais intensas, as transformações cada vez mais rápidas?
Pois saiba que, mesmo neste mundo tão complexo, a paciência precisa ser cultivada.
Afinal, está relacionada com a estabilidade emocional e é uma atitude de equilíbrio.
A rapidez com que as informações chegam até nós, dá a falsa sensação de que tudo pode ser absorvido e resolvido da noite para o dia.
Ledo engano.
É justamente essa suposta onipotência que faz com que cobremos uma agilidade do mundo e de nós mesmos que está além do ritmo possível.
Resultado: vivemos ansiosos, com a sensação de que as coisas não acontecem, de que nossa vida está estagnada e, o que é ainda mais grave, de que não temos a habilidade necessária para lidar com o mundo tanto interior como exterior.

Por mais que o homem tente atropelar a natureza com recursos artificiais que se propõem a reprogramar o tempo, na essência da vida há um ciclo biológico de desenvolvimento cujos ponteiros não aceitam nenhuma intervenção.
Por mais estímulos que se criem, um bebê, por exemplo, não consegue andar antes de determinada fase.

A paciência requer fé.
É importante ter em mente que qualquer demora não é negação, mas parte do processo.
Sem confiança, temos a tendência de nos preocuparmos e até nos desesperarmos um pouquinho.

Saiba que cada coisa tem seu próprio tempo e ele quase sempre independe de nossa vontade, ainda que o sistema nos convença de que tudo pode ser monitorado quando se bem entende.
Ao nos exigirmos uma forçada superação de limites, não podemos esquecer que somos humanos e que, portanto, há grandes chances de que esse modelo idealizado de perfeição não seja compatível com aquilo que podemos dar no momento.
Ora, uma pessoa não se torna bem-sucedida de um dia para o outro, não se familiariza com uma nova tecnologia num piscar de olhos.
Uns demoram mais para dominar certos processos, outros menos, mas esse período de adaptação é necessário a todos.
Sem contar que muitas vezes uma demora pode significar uma lição importante sobre escolhas e responsabilidades.
Ao contrário do que se crê, paciência não é acomodação nem conformismo, mas uma resistência ativa a essas cobranças exageradas.
É uma espécie de lucidez instintiva que nos ajuda a compreender e respeitar o ritmo natural das coisas, do outro e o nosso próprio.
Feito o que é possível, e consciente do seu próprio limite, tenha certeza de que os resultados desejados virão no tempo certo.
Seja mais paciente.
Faça este exercício ao menos durante sete dias.
Você vai descobrir aos poucos que saber esperar é uma arte que pode trazer ótimas recompensas...


Afirmação matinal:
"Para ser paciente, devo aceitar que a vida é um processo e certas coisas não podem ser aceleradas.
Admitir isso é o primeiro passo para a minha evolução".
diga a si mesma:


"Hoje vou trabalhar a compreensão e respeitar meu próprio ritmo.
Não vou me violar, mas fazer só o que for possível, estabelecendo prioridades".




Diário noturno:
Escreva ou medite sobre a experiência de ter incluído a paciência no seu dia.
Por exemplo,
"eu me alegrei por ter sido paciente quando..." e "descobri que fico impaciente e perco a cabeça quando...'


sábado, 7 de janeiro de 2012




Arriscar-se


Rir é arriscar-se a parecer louco.



Chorar é arriscar-se a aparecer sentimental.



Estender a mão para o outro é arriscar-se a se envolver


Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor seu Eu verdadeiro.


Amar é arriscar-se a não ser amado.



Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder.


Viver é arriscar-se a morrer.


Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção.


Tentar é arriscar-se a falhar.


Mas é preciso correr riscos.


Porque o maior azar da vida é não arriscar nada.

Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são!



Elas podem estar evitando o sofrimento e a tristeza.



Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver.


Acorrentadas às suas atitudes, são escravas, elas abriram mão de sua liberdade.


Só a pessoa que se arrisca é livre.


Não se arriscar é perder a vida...



Que todos nós tenhamos um 2012 com muita paz no cuore, e força para encarar e arriscar tudo o que vier ao nosso encontro.
FELIZ 2012 à todos
Um beijo
SAN




Desconheço o autor.